Memorial às vítimas da Kiss
ficha técnica e memorial
Memorial às vítimas da Kiss
ficha técnica e memorial
Memorial às vítimas da Kiss
ficha técnica e memorial
Ano:
2018
Local:
Santa Maria - RS
Equipe:
Alexandre Ruiz da Rosa
Haraldo Hauer
Thais Saboia Martins
Antônio Quadros
Bruno Niepsui
Oliver Uszkurat

Lugar – Forma - Memória

“(...). Principalmente, os antigos reconheciam a suma importância de entrar em acordo com o genius da localidade de onde viviam. Em tempos passados, a sobrevivência dependia de uma boa relação com o lugar, tanto no sentido físico como psíquico.” (Norberg-Schulz, Christian. O fenômeno do lugar, 1976)

 

O argumento

Assumimos que, muitas vezes, uma boa relação com o lugar se estabelece aceitando a dinâmica da mudança, acreditando na necessidade da construção de um Stabilitas Loci, um lugar de estabilidade e memória. O projeto para o Memorial às Vítimas da Kiss pretende ser um novo suporte existencial para a cidade de Santa Maria, um microcosmos para o diálogo e a reflexão.  

A estrutura espacial

A arquitetura nasce da geometria do terreno, do quadrado quase perfeito, como uma ilação de ordem cósmica, estabelecendo fronteiras (véus) e, portanto, se fazendo presente no contexto urbano. As estratégias projetuais adotadas foram três: embasamento funcional destacado das empenas, percursos sensoriais e praça-recinto (monumento). O terreno, com forte declividade no sentido da rua, propicia o acesso em dois níveis. O mais baixo leva à área de atividades (auditório, sala multiuso), iluminada e ventilada naturalmente pelo afastamento dos lotes vizinhos. O acesso no nível superior encaminha para a praça-recinto. Ambos percursos se desenvolvem sob o véu de fechamento perimetral: promenades architecturales que conduzem à praça (espaço simbólico) e ao salão memorial (espaço expositivo).

O caráter do Memorial (atmosfera)

A percepção ao longo do percurso para o espaço simbólico é de abrigo e proteção, um caminho de claridade e silêncio. Para se chegar à praça-recinto atravessa-se o umbral marcado pelo volume suspenso do salão memorial, onde estarão registrados os nomes das 242 vítimas fatais. A praça-recinto é um volume cúbico de lados iguais. O vazio de um sólido perfeito. Uma de suas arestas é anulada por um espelho d`água: elemento que reflete a abertura para o céu e permite reflexos infinitos - nele, os familiares e amigos são convidados a depositarem suas estrelas.

Estrutura e materialidade

O material predominante na composição estrutural da edificação é o concreto moldado “in loco”. O sistema vertical adotado para os grandes vãos –vigas-parede apoiadas em paredes estruturais - oferece a rigidez adequada para servir de apoio às lajes maciças dos planos horizontais e inclinados, e materializa os fechamentos da praça-recinto. A estabilidade lateral é garantida pelo sistema estrutural, lajes que trabalham como diafragmas rígidos e transferem as forças de vento para os elementos verticais. O véu exterior é uma cortina perimetral formada pela associação de tubos de aço pendurados de um anel horizontal metálico, este é sustentado no coroamento da edificação por vigas de aço que partem em balanço das empenas. A cortina, solta do solo, estará travada lateralmente, à meia altura.

Sustentabilidade e economia

A água captada na laje sombreada da praça multiuso será armazenada em cisternas que permitem sua reutilização para o funcionamento e manutenção do complexo. O memorial conta com um sistema de geração de energia a partir de painéis fotovoltaicos monocristalinos transparentes, suficientes para manter iluminado o monumento durante toda a noite. As normas técnicas de acessibilidade e saídas de emergência foram respeitadas.


Ano:
2018
Local:
Santa Maria - RS
Autores:
Alexandre Ruiz da Rosa Haraldo Hauer Thais Saboia Martins
Colaboradores:
Antônio Quadros Bruno Niepsui Oliver Uszkurat

Lugar – Forma - Memória

“(...). Principalmente, os antigos reconheciam a suma importância de entrar em acordo com o genius da localidade de onde viviam. Em tempos passados, a sobrevivência dependia de uma boa relação com o lugar, tanto no sentido físico como psíquico.” (Norberg-Schulz, Christian. O fenômeno do lugar, 1976)

 

O argumento

Assumimos que, muitas vezes, uma boa relação com o lugar se estabelece aceitando a dinâmica da mudança, acreditando na necessidade da construção de um Stabilitas Loci, um lugar de estabilidade e memória. O projeto para o Memorial às Vítimas da Kiss pretende ser um novo suporte existencial para a cidade de Santa Maria, um microcosmos para o diálogo e a reflexão.  

A estrutura espacial

A arquitetura nasce da geometria do terreno, do quadrado quase perfeito, como uma ilação de ordem cósmica, estabelecendo fronteiras (véus) e, portanto, se fazendo presente no contexto urbano. As estratégias projetuais adotadas foram três: embasamento funcional destacado das empenas, percursos sensoriais e praça-recinto (monumento). O terreno, com forte declividade no sentido da rua, propicia o acesso em dois níveis. O mais baixo leva à área de atividades (auditório, sala multiuso), iluminada e ventilada naturalmente pelo afastamento dos lotes vizinhos. O acesso no nível superior encaminha para a praça-recinto. Ambos percursos se desenvolvem sob o véu de fechamento perimetral: promenades architecturales que conduzem à praça (espaço simbólico) e ao salão memorial (espaço expositivo).

O caráter do Memorial (atmosfera)

A percepção ao longo do percurso para o espaço simbólico é de abrigo e proteção, um caminho de claridade e silêncio. Para se chegar à praça-recinto atravessa-se o umbral marcado pelo volume suspenso do salão memorial, onde estarão registrados os nomes das 242 vítimas fatais. A praça-recinto é um volume cúbico de lados iguais. O vazio de um sólido perfeito. Uma de suas arestas é anulada por um espelho d`água: elemento que reflete a abertura para o céu e permite reflexos infinitos - nele, os familiares e amigos são convidados a depositarem suas estrelas.

Estrutura e materialidade

O material predominante na composição estrutural da edificação é o concreto moldado “in loco”. O sistema vertical adotado para os grandes vãos –vigas-parede apoiadas em paredes estruturais - oferece a rigidez adequada para servir de apoio às lajes maciças dos planos horizontais e inclinados, e materializa os fechamentos da praça-recinto. A estabilidade lateral é garantida pelo sistema estrutural, lajes que trabalham como diafragmas rígidos e transferem as forças de vento para os elementos verticais. O véu exterior é uma cortina perimetral formada pela associação de tubos de aço pendurados de um anel horizontal metálico, este é sustentado no coroamento da edificação por vigas de aço que partem em balanço das empenas. A cortina, solta do solo, estará travada lateralmente, à meia altura.

Sustentabilidade e economia

A água captada na laje sombreada da praça multiuso será armazenada em cisternas que permitem sua reutilização para o funcionamento e manutenção do complexo. O memorial conta com um sistema de geração de energia a partir de painéis fotovoltaicos monocristalinos transparentes, suficientes para manter iluminado o monumento durante toda a noite. As normas técnicas de acessibilidade e saídas de emergência foram respeitadas.



Ano:
2018
Local:
Santa Maria - RS
Autores:
Alexandre Ruiz da Rosa Haraldo Hauer Thais Saboia Martins
Colaboradores:
Antônio Quadros Bruno Niepsui Oliver Uszkurat

Lugar – Forma - Memória

“(...). Principalmente, os antigos reconheciam a suma importância de entrar em acordo com o genius da localidade de onde viviam. Em tempos passados, a sobrevivência dependia de uma boa relação com o lugar, tanto no sentido físico como psíquico.” (Norberg-Schulz, Christian. O fenômeno do lugar, 1976)

 

O argumento

Assumimos que, muitas vezes, uma boa relação com o lugar se estabelece aceitando a dinâmica da mudança, acreditando na necessidade da construção de um Stabilitas Loci, um lugar de estabilidade e memória. O projeto para o Memorial às Vítimas da Kiss pretende ser um novo suporte existencial para a cidade de Santa Maria, um microcosmos para o diálogo e a reflexão.  

A estrutura espacial

A arquitetura nasce da geometria do terreno, do quadrado quase perfeito, como uma ilação de ordem cósmica, estabelecendo fronteiras (véus) e, portanto, se fazendo presente no contexto urbano. As estratégias projetuais adotadas foram três: embasamento funcional destacado das empenas, percursos sensoriais e praça-recinto (monumento). O terreno, com forte declividade no sentido da rua, propicia o acesso em dois níveis. O mais baixo leva à área de atividades (auditório, sala multiuso), iluminada e ventilada naturalmente pelo afastamento dos lotes vizinhos. O acesso no nível superior encaminha para a praça-recinto. Ambos percursos se desenvolvem sob o véu de fechamento perimetral: promenades architecturales que conduzem à praça (espaço simbólico) e ao salão memorial (espaço expositivo).

O caráter do Memorial (atmosfera)

A percepção ao longo do percurso para o espaço simbólico é de abrigo e proteção, um caminho de claridade e silêncio. Para se chegar à praça-recinto atravessa-se o umbral marcado pelo volume suspenso do salão memorial, onde estarão registrados os nomes das 242 vítimas fatais. A praça-recinto é um volume cúbico de lados iguais. O vazio de um sólido perfeito. Uma de suas arestas é anulada por um espelho d`água: elemento que reflete a abertura para o céu e permite reflexos infinitos - nele, os familiares e amigos são convidados a depositarem suas estrelas.

Estrutura e materialidade

O material predominante na composição estrutural da edificação é o concreto moldado “in loco”. O sistema vertical adotado para os grandes vãos –vigas-parede apoiadas em paredes estruturais - oferece a rigidez adequada para servir de apoio às lajes maciças dos planos horizontais e inclinados, e materializa os fechamentos da praça-recinto. A estabilidade lateral é garantida pelo sistema estrutural, lajes que trabalham como diafragmas rígidos e transferem as forças de vento para os elementos verticais. O véu exterior é uma cortina perimetral formada pela associação de tubos de aço pendurados de um anel horizontal metálico, este é sustentado no coroamento da edificação por vigas de aço que partem em balanço das empenas. A cortina, solta do solo, estará travada lateralmente, à meia altura.

Sustentabilidade e economia

A água captada na laje sombreada da praça multiuso será armazenada em cisternas que permitem sua reutilização para o funcionamento e manutenção do complexo. O memorial conta com um sistema de geração de energia a partir de painéis fotovoltaicos monocristalinos transparentes, suficientes para manter iluminado o monumento durante toda a noite. As normas técnicas de acessibilidade e saídas de emergência foram respeitadas.